Atenção redobrada com a saúde e o risco oncológico

A menopausa é uma fase natural e inevitável da vida da mulher, marcada pelo fim da menstruação e pela redução dos hormônios estrogênio e progesterona. Essas alterações hormonais não afetam apenas o equilíbrio do organismo, mas também estão associadas a um aumento do risco para certos tipos de câncer, principalmente mama, endométrio e ovário.

Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), o câncer de mama é o mais comum entre mulheres brasileiras, com estimativas de mais de 73 mil novos casos por ano. Já o câncer de endométrio, que afeta o revestimento do útero, tem maior incidência justamente após a menopausa, e seu risco está relacionado ao desequilíbrio estrogênico prolongado. O câncer de ovário, embora menos comum, é silencioso e mais difícil de detectar precocemente.

Principais fatores de risco após a menopausa:

  • Histórico familiar de câncer ginecológico ou de mama
  • Obesidade ou ganho de peso excessivo
  • Uso de terapia de reposição hormonal sem acompanhamento médico
  • Sedentarismo
  • Alimentação rica em gorduras e ultraprocessados

Exames preventivos recomendados para mulheres na menopausa:

  • Mamografia anual (ou conforme orientação médica)
  • Ultrassom transvaginal para avaliação do endométrio e ovários
  • Papanicolau (preventivo) mesmo após a menopausa, especialmente até os 65 anos
  • Exames de sangue hormonais e metabólicos (colesterol, glicemia, função hepática)
  • Densitometria óssea, devido a maior perda de massa óssea nessa fase

Mantenha-se segura e saudável durante a menopausa:

  • Tenha uma rotina de acompanhamento com ginecologista e mastologista
  • Pratique atividade física regularmente
  • Evite o consumo excessivo de álcool e não fume
  • Dê preferência a uma alimentação rica em fibras, vegetais, frutas e gorduras boas
  • Avalie com seu médico os riscos e benefícios da terapia de reposição hormonal (TRH)

A menopausa não é uma doença, mas um momento de transição que exige mais atenção com o corpo e com a saúde como um todo. Com prevenção, informação e acompanhamento médico adequado, é possível atravessar essa fase com mais qualidade de vida e segurança.

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